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Calcário ajuda pecuarista a obter melhor preço na arroba do boi


A tecnologia e a melhoria na qualidade das pastagens modificaram o cenário na comercialização de bovinos. Mesmo durante o período de safra, os valores pagos aos pecuaristas continuam sendo pressionados em alta, ao contrário do cenário observado em outros anos.

Entre 20 e 28 de fevereiro último, o preço da arroba do boi gordo teve alta de 17% na praça de Cuiabá (MT). Em Dourados (MS), a elevação ficou em 11% em apenas uma semana. Março iniciou com preço médio nacional de R$ 202 e registros de até R$ 206 a arroba em São Paulo.

Há questões pontuais, como a demanda nacional e as chuvas em parte das regiões produtoras. Porém, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Calcário Agrícola (Abracal), João Bellato Júnior, destaca: “o maior uso de tecnologia no plantio e conservação das pastagens foi fundamental, e, neste processo, a calagem tem uma singular importância”.

Formato agronômico

Bellato avalia que as pastagens devem ser encaradas “de forma agronômica como uma cultura, como se faz, por exemplo, com os cereais. Solo corrigido propicia pastagem melhor consolidada, com um suporte de manejo muito maior e uma vida média superior”.

Com essa estratégia, o pecuarista pode reter seus animais para momentos mais propícios na operação de venda. “Essa estratégia de mercado funciona como um mecanismo de pressão aos frigoríficos, que, por sua vez, devem se abastecer para cumprimento de suas escalas”, relata.

Confinamento eficaz

O presidente da Abracal avalia que é o número de pecuaristas que ampliaram a atenção quanto à qualidade das pastagens tem aumentado. A correção de acidez de solo, com emprego de calcário, aparece com maior frequência na lista de tarefas para um confinamento eficaz.

“O incremento das novas tecnologias trouxe essa visão”, afirma. “O calcário agrícola, um recurso natural e vasto em nosso país é fundamental nesta busca de maior rentabilidade ao pecuarista”. Bellato avalia que o custo do calcário é acessível a qualquer tipo de cultura. A aplicação nas pastagens requer acompanhamento técnico.

O Brasil consome, anualmente, perto de 35 milhões de toneladas de calcário. Para a Abracal, o número mínimo deveria ser de pelo menos 80 milhões, numa conta que inclui a agricultura.


Data: 05/03/2020
Fonte: Assessoria de Imprensa - Abracal
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